Seu Marketplace pode acabar?

Seu Marketplace pode acabar?

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Será que seu marketplace pode acabar?

O Estado brasileiro é ineficiente e sádico, além da excessiva carga tributária que enfrentamos no país, agora o governo pode decretar a morte de centenas de Startups e impedir o nascimento de muitas outras.

Isso por que o Banco Central brasileiro quer incluir marketplaces em uma nova regra que obriga o uso da CIP (Câmera Interbancária de Pagamentos), o que pode jogar o custo destas startups para o alto. Atualmente, os marketplaces centralizam todo o valor arrecada com a venda no cartão de crédito e depois efetuam a divisão de valores (do valor do produto vendido e comissão) usando TEDs e DOCs para os terceiros.

A partir de setembro, todas as transações deverão ser feitas através da CIP e a quantia já deverá ser completamente separada imediatamente. Além disso, será necessário abrir uma área de compliance em cada startup e o custo de acesso da CIP é gigantesco para quem realiza milhares de operações por dia com baixo ganho – como é o caso de prestadoras de serviço como iFood, 99 e RuralSoft. Para centenas de pequenos marketplaces, a conta vai parar de bater.

Diversos negócios estão ameaçados, também pela possibilidade da perda do float – que é o dinheiro que a empresa retém e usa de capital de giro antes de receber o dinheiro da transação do cartão de crédito, que leva até 32 dias para ocorrer. “A empresa que não fez essa previsão no seu modelo de negócios vai ter que se adaptar e rever suas estratégias e até mesmo sua operação para não perder negócios nem dinheiro”, afirma Matheus Costa de Melo Moreira, advogado do Escritório Melo Moreira Advogados, especialista em Direito Digital e Internet e Direito para Startups.

“O maior entrave em gerenciar os custos separadamente será a implantação desse sistema que tem custo elevado e pode ser muito trabalhosa. O que pode ser proibitivo para pequenas Startups” – e consume recursos técnicos que poderiam ser usados.

Adaptado de StartSe

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